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NOTA À IMPRENSA

1º MAIO 2021

LUTAR PELOS DIREITOS! COMBATER A EXPLORAÇÃO!

 

No ano em que se comemorou o 47 aniversário do 25 de Abril e se assinala os 135 anos do massacre de Chicago, nos Estados Unidos da América, de que resultou o assassínio e a prisão de trabalhadores e sindicalistas, milhares de trabalhadores vindos de todo o Distrito, correspondendo ao apelo dos Sindicatos e da União dos Sindicatos de Aveiro/CGTP-IN, concentraram-se, hoje, pelas 15 horas, no Largo da Estação da CP em Aveiro, para participarem na manifestação do Dia Internacional do Trabalhador, garantindo as medidas de protecção da saúde e distanciamento sanitário.

 

Já no Largo do Rossio, Mário Reis, dirigente da Interjovem, lembrou que desde Março de 2020, foram destruídos cerca de 60 mil postos de trabalho ocupados por jovens até 25 anos, sendo estes os mais atingidos pelo desemprego. A culpa não é do vírus. É a precariedade. Com a não renovação de contratos a prazo, através de empresas de trabalho temporário e recibos verdes e aproveitando o período experimental alargado para 6 meses aprovado em 2019 pelo governo PS, o patronato usou de todos os mecanismos para despedir trabalhadores e assegurar lucros. Os jovens trabalhadores viram os seus rendimentos cortados, os horários ainda mais desregulados e falta de condições de saúde e segurança nos locais de trabalho.

 

Terminou, referindo que querem-nos vender a exploração e a precariedade como inevitáveis mas os jovens não se ficam. Com coragem e confiança, a luta dos trabalhadores, também dos jovens trabalhadores, conquistou os salários por inteiro, mesmo para os trabalhadores em lay-off, tem sido com a luta que se tem garantido condições para trabalhar em segurança, foi a luta que impediu e reverteu despedimentos.

 

Adelino Nunes, Coordenador da União dos Sindicatos de Aveiro, começou por saudar os trabalhadores do sector privado e público, os que têm vínculos efectivos e os que são fustigados pela precariedade, os jovens que lutam pelo direito de poderem viver, trabalhar e realizar-se no nosso país e aqueles que trabalharam uma vida inteira e têm direito a que a sociedade cumpra o dever de lhes assegurar um envelhecimento com direitos, bem como todos os que continuam a lutar pela emancipação social, económica e política, por melhores condições de vida e de trabalho e por um mundo novo, liberto da exploração do homem pelo homem.

 

Saudou os trabalhadores que ao longo do último ano garantiram serviços e bens imprescindíveis à população, no SNS, na Escola Pública, nas autarquias e nas forças de protecção civil, nas muitas empresas que nunca pararam de trabalhar, na indústria e nos serviços, na agricultura e nas pescas.

Fez uma saudação especial aos que hoje comemoram o 1º de Maio em luta e os que ao longo do último ano não se renderam às falsas inevitabilidades, ao medo e a todos os mecanismos que o capital usa para tentar impor piores condições de trabalho que garantam maior acumulação de lucros.

Terminou, afirmando que os trabalhadores não abdicam de lutar pela melhoria das condições de trabalho e de vida. É essa a nossa postura em relação ao denominado plano de acção do Pilar dos Direitos Sociais, que vai estar no centro da chamada Cimeira Social da União Europeia.

 

No dia 8 de Maio, o lugar daqueles que defendem os direitos sociais, dos que exigem uma resposta e um caminho alternativo de defesa da soberania e dos interesses nacionais será na rua, na grande Manifestação Nacional que vamos realizar no Porto, a lutar pelos direitos, por mais emprego, pela produção nacional, pelos salários e os serviços públicos, a lutar por uma Europa dos trabalhadores e dos povos e pela afirmação da soberania.

 

Uma acção para a qual convocamos todos os que hoje, em todo o país, comemoram de diferentes formas o 1º de Maio, levando para o dia 8 a luta que também dá expressão à solidariedade internacionalista com os trabalhadores e os povos de outros países.

 

No final, foi aprovada uma Resolução, onde os presentes assumiram o compromisso de intensificar a luta reivindicativa nos seus locais de trabalho em torno das suas reivindicações: o aumento geral dos salários em 90 euros para todos os trabalhadores, a valorização das carreiras e profissões, a fixação dos 850€ a curto prazo para o Salário Mínimo Nacional, o aumento real das pensões, o combate à precariedade, a luta pelas 35 horas e contra a desregulação dos horários de trabalho, a exigência do cumprimento e reposição de direitos, a revogação das normas gravosas da legislação laboral, nomeadamente a caducidade da contratação colectiva e a reposição do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador, o reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, a garantia de condições de trabalho, nomeadamente as de saúde e segurança nos locais de trabalho, entre outras.

 

Decidiram, ainda, empenhar-se na mobilização e participação na grande Manifestação Nacional que se vai realizar, no dia 8 de Maio, no Porto, dia da Cimeira Informal dos Chefes de Estado e de Governo da UE (que se realiza no âmbito da Cimeira Social), levando à rua a denúncia da situação dos trabalhadores e exigência de resposta, dando expressão a um caminho alternativo de defesa da soberania e dos interesses nacionais que é, também, expressão de solidariedade com os trabalhadores e os povos de outros países.

DIF/USA/CGTP-IN

Aveiro, 01 de Maio de 2021

Documento em formato pdf remetido à imprensa

Imagens da manifestação do 1.º de Maio


 



 





Actualizado em (Quarta, 05 Maio 2021 10:30)