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Desemprego no distrito de Aveiro última informação - Abril de 2021

(Documento em formato PDF, 350 Kbytes) actualizada em 09-06-2021

 

 

Mapa resumo do desemprego registado em 2020 no distrito de Aveiro.

Desemprego no distrito de Aveiro - Março de 2021

Desemprego no distrito de Aveiro - Fevereiro de 2021
Desemprego no distrito de Aveiro - Janeiro de 2021
Desemprego no distrito de Aveiro - Dezembro de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Novembro de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Outubro de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Setembro de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Agosto de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Julho de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Junho de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Maio de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Abril de 2020

 

 


Actualizado em (Quarta, 09 Junho 2021 15:17)

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PostHeaderIcon 1º MAIO 2021

NOTA À IMPRENSA

1º MAIO 2021

LUTAR PELOS DIREITOS! COMBATER A EXPLORAÇÃO!

 

No ano em que se comemorou o 47 aniversário do 25 de Abril e se assinala os 135 anos do massacre de Chicago, nos Estados Unidos da América, de que resultou o assassínio e a prisão de trabalhadores e sindicalistas, milhares de trabalhadores vindos de todo o Distrito, correspondendo ao apelo dos Sindicatos e da União dos Sindicatos de Aveiro/CGTP-IN, concentraram-se, hoje, pelas 15 horas, no Largo da Estação da CP em Aveiro, para participarem na manifestação do Dia Internacional do Trabalhador, garantindo as medidas de protecção da saúde e distanciamento sanitário.

 

Já no Largo do Rossio, Mário Reis, dirigente da Interjovem, lembrou que desde Março de 2020, foram destruídos cerca de 60 mil postos de trabalho ocupados por jovens até 25 anos, sendo estes os mais atingidos pelo desemprego. A culpa não é do vírus. É a precariedade. Com a não renovação de contratos a prazo, através de empresas de trabalho temporário e recibos verdes e aproveitando o período experimental alargado para 6 meses aprovado em 2019 pelo governo PS, o patronato usou de todos os mecanismos para despedir trabalhadores e assegurar lucros. Os jovens trabalhadores viram os seus rendimentos cortados, os horários ainda mais desregulados e falta de condições de saúde e segurança nos locais de trabalho.

 

Terminou, referindo que querem-nos vender a exploração e a precariedade como inevitáveis mas os jovens não se ficam. Com coragem e confiança, a luta dos trabalhadores, também dos jovens trabalhadores, conquistou os salários por inteiro, mesmo para os trabalhadores em lay-off, tem sido com a luta que se tem garantido condições para trabalhar em segurança, foi a luta que impediu e reverteu despedimentos.

 

Adelino Nunes, Coordenador da União dos Sindicatos de Aveiro, começou por saudar os trabalhadores do sector privado e público, os que têm vínculos efectivos e os que são fustigados pela precariedade, os jovens que lutam pelo direito de poderem viver, trabalhar e realizar-se no nosso país e aqueles que trabalharam uma vida inteira e têm direito a que a sociedade cumpra o dever de lhes assegurar um envelhecimento com direitos, bem como todos os que continuam a lutar pela emancipação social, económica e política, por melhores condições de vida e de trabalho e por um mundo novo, liberto da exploração do homem pelo homem.

 

Saudou os trabalhadores que ao longo do último ano garantiram serviços e bens imprescindíveis à população, no SNS, na Escola Pública, nas autarquias e nas forças de protecção civil, nas muitas empresas que nunca pararam de trabalhar, na indústria e nos serviços, na agricultura e nas pescas.

Fez uma saudação especial aos que hoje comemoram o 1º de Maio em luta e os que ao longo do último ano não se renderam às falsas inevitabilidades, ao medo e a todos os mecanismos que o capital usa para tentar impor piores condições de trabalho que garantam maior acumulação de lucros.

Terminou, afirmando que os trabalhadores não abdicam de lutar pela melhoria das condições de trabalho e de vida. É essa a nossa postura em relação ao denominado plano de acção do Pilar dos Direitos Sociais, que vai estar no centro da chamada Cimeira Social da União Europeia.

 

No dia 8 de Maio, o lugar daqueles que defendem os direitos sociais, dos que exigem uma resposta e um caminho alternativo de defesa da soberania e dos interesses nacionais será na rua, na grande Manifestação Nacional que vamos realizar no Porto, a lutar pelos direitos, por mais emprego, pela produção nacional, pelos salários e os serviços públicos, a lutar por uma Europa dos trabalhadores e dos povos e pela afirmação da soberania.

 

Uma acção para a qual convocamos todos os que hoje, em todo o país, comemoram de diferentes formas o 1º de Maio, levando para o dia 8 a luta que também dá expressão à solidariedade internacionalista com os trabalhadores e os povos de outros países.

 

No final, foi aprovada uma Resolução, onde os presentes assumiram o compromisso de intensificar a luta reivindicativa nos seus locais de trabalho em torno das suas reivindicações: o aumento geral dos salários em 90 euros para todos os trabalhadores, a valorização das carreiras e profissões, a fixação dos 850€ a curto prazo para o Salário Mínimo Nacional, o aumento real das pensões, o combate à precariedade, a luta pelas 35 horas e contra a desregulação dos horários de trabalho, a exigência do cumprimento e reposição de direitos, a revogação das normas gravosas da legislação laboral, nomeadamente a caducidade da contratação colectiva e a reposição do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador, o reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, a garantia de condições de trabalho, nomeadamente as de saúde e segurança nos locais de trabalho, entre outras.

 

Decidiram, ainda, empenhar-se na mobilização e participação na grande Manifestação Nacional que se vai realizar, no dia 8 de Maio, no Porto, dia da Cimeira Informal dos Chefes de Estado e de Governo da UE (que se realiza no âmbito da Cimeira Social), levando à rua a denúncia da situação dos trabalhadores e exigência de resposta, dando expressão a um caminho alternativo de defesa da soberania e dos interesses nacionais que é, também, expressão de solidariedade com os trabalhadores e os povos de outros países.

DIF/USA/CGTP-IN

Aveiro, 01 de Maio de 2021

Documento em formato pdf remetido à imprensa

Imagens da manifestação do 1.º de Maio

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PostHeaderIcon Solidariedade com Nuno Matos Dirigente Sindical e trabalhador do Novo Banco

MOÇÃO

Solidariedade com Nuno Matos Dirigente Sindical e trabalhador do Novo Banco

Na impossibilidade de estar presente, a Direcção Distrital da União dos Sindicatos de Aveiro/CGTP-IN, manifesta total solidariedade com o Nuno Matos, Dirigente Sindical e trabalhador do NovoBanco.

A Direcção, repudia a inqualificável perseguição patronal, que faz lembrar os tempos da outra senhora, que é claramente violadora dos Direitos, Liberdades e Garantias dos Trabalhadores, constantes na Constituição da República.

A Direcção da União, exorta o NovoBanco, S. A., a reconsiderar a sua decisão e a anular o despedimento do Nuno Matos, a respeitar os direitos individuais e colectivos do trabalhador, a cumprir na integra a Transmissão de Estabelecimento assumindo a sua integração.

Por fim, saudamos o Trabalhador e Dirigente Sindical, pela sua coragem e resistência à discriminação e ao despedimento persecutório de que está a ser vitima.

Pela afirmação da Liberdade Sindical e  contra a perseguição.

Aveiro, 11 de Março de 2021

Pela Direcção Distrital da

União dos Sindicatos de Aveiro

Adelino Nunes

 

PostHeaderIcon A Comissão para a Igualdade saúda as mulheres trabalhadoras!

A Comissão para a Igualdade saúda as mulheres trabalhadoras!

8 DE MARÇO:

Um dia de todas as lutas. Uma luta de todos os dias.

O tempo passa e a trajectória das desigualdades entre mulheres e homens mantém-se no mundo do trabalho.

Uma situação que urge alterar, num quadro político, económico e social em que a hipocrisia tem de acabar. Todos falam na importância da igualdade entre mulheres e homens, mas nem todos garantem a sua efectivação nos locais de trabalho e asseguram a sua concretização na vida e na sociedade.

As mulheres são elogiadas pelo trabalho que fazem, mas continuam a ser preteridas nos direitos e esquecidas nos salários.

 

As mulheres estão na linha da frente do combate à pandemia e sofrem as consequências do aumento da carga de trabalho (nos hospitais, lares, assistência social, limpeza). Estão em maioria nos sectores mais afectados pela destruição de emprego (como na hotelaria, restauração, turismo, serviço doméstico).

Conhecem as agruras da desregulação de horários de trabalho e as dificuldades em conciliar a actividade profissional com a vida pessoal e familiar (como na indústria, comércio e serviços). São as mais afectadas pelo teletrabalho (designadamente no atendimento ao público, na educação e nos serviços públicos).

E constituem mais de 80% dos que recorrem aos apoios extraordinários à família.

 

Mas não só. No final de 2020, mais de metade dos trabalhadores com vínculo precário, eram mulheres.

As discriminações das mulheres vão desde o acesso ao emprego, à progressão da carreira profissional e aos salários, que são, em média, 14% mais baixos comparativamente com os dos homens em trabalho igual ou de valor igual, chegando aos 26%, nos quadros superiores.

 

São também as mulheres que auferem, em maior número, o salário mínimo nacional.

E se a situação já era grave, com a pandemia piorou.

Com as situações de lay-off, dispensas para apoio extraordinário à família, entre outras, as mulheres sofreram uma perda salarial na ordem dos 16% no ano de 2020.

Isto num quadro em que a maioria das trabalhadoras desempregadas não tem acesso a prestações de desemprego e os riscos de pobreza e de exclusão social são maiores entre as mulheres.

 

Perante estes factos, dados e números objectivos, o Governo fala muito e faz pouco.

Ao invés de combater a precariedade, a desregulação dos horários, os despedimentos fáceis e baratos e acabar de vez com a norma da caducidade das convenções colectivas, o Governo opta por manter uma legislação laboral que coloca Portugal como o quarto país da União Europeia onde se trabalha mais horas por semana.

O trabalho por turnos, à noite, ao sábado ou domingo, tem crescido bastante nas últimas duas décadas e já abrange 860 mil mulheres, que corresponde a mais de 40% do total das assalariadas.

 

Ou seja, trabalhamos mais, ganhamos menos e com o desencontro de horários e dias de descanso semanal, o tempo que sobra para as entidades patronais, falta para o acompanhamento dos nossos filhos e para o convívio familiar.

Por outro lado, num quadro em que o lucro é endeusado e os direitos laborais e sociais fragilizados, a intensificação dos ritmos de trabalho leva a que sejam as mulheres a sofrerem o maior número de doenças profissionais, em especial, lesões músculo-esqueléticas e as derivadas do stress.

Uma situação que as coloca também em maioria, entre as vítimas de assédio laboral e violência doméstica, com reflexos negativos na sua vida pessoal e no trabalho.

 

Para além do mais, a subvalorização do trabalho e das competências das mulheres, assim como o seu reflexo na retribuição, que é geralmente mais baixa ao longo da vida, reflecte-se também no baixo valor das prestações de protecção social e nas pensões de reforma.

 

Todas estas razões são bastantes para fazer do 8 de Março – Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, um dia de luta, contrariando a tese do patronato da CIP que decidiu organizar um conferência “onde o palco será de homens”, para celebrar a data “como um legado histórico e não como um dia de luta”.

 

Estes são os que, cinicamente, dizem defender a igualdade, mas opõem-se às propostas que visam melhorar e efectivar os direitos das mulheres trabalhadoras, ao mesmo tempo que, muitos deles, insistem na recusa de horários flexíveis a mães e pais trabalhadores com filhos até aos 12 anos de idade.

 

Eles têm razões para terem medo da nossa luta, porque foi a coragem e determinação de mulheres e homens que levaram a CITE a assumir pareceres favoráveis a 80% dos pedidos de horários flexíveis apresentados pelos trabalhadores, na sua maioria mães trabalhadoras.

 

O patronato sabe, de acordo com um estudo recentemente publicado, que “se em Portugal existisse igualdade salarial, e se as mulheres ganhassem o mesmo que os homens com idêntico nível de escolaridade e de qualificação, elas teriam recebido em 2020 mais 5.517 milhões de euros de salários”.[1]

Este é um dinheiro que é nosso e que ficou nos bolsos dos patrões, perante a cumplicidade do Governo e a passividade da ACT, que em vez de protegerem quem trabalha, deram cobertura a quem explora.

 

Cumprimos com os nossos deveres. Exigimos que respeitem e efectivem os nossos direitos!

Eles podem ter a força do poder. Mas nós temos a força da razão!

A igualdade entre mulheres e homens é uma luta que vamos continuar a travar para ganhar!

Uma luta de mulheres e de homens:

-        Pelo emprego estável e com direitos / Contra a precariedade e o desemprego

-        Pelo aumento geral dos salários / Contra a discriminação e a pobreza

-        Pelas 35 horas semanais e a conciliação / Contra a desregulamentação dos horários de trabalho

-        Pela saúde no trabalho e a protecção dos trabalhadores face à Covid-19 / Contra os elevados ritmos de trabalho e as doenças profissionais

-        Pela dignidade, pela liberdade sindical e a efectivação de direitos nos locais de trabalho / Contra a violência e o assédio.

 

Vamos à luta contra a exploração, pelo direito à igualdade das mulheres, no trabalho e na vida, como uma fonte de progresso e justiça social para todos os trabalhadores e para o desenvolvimento do País.

 

Porque enquanto as mulheres forem discriminadas, nenhum homem será verdadeiramente livre.

 

VIVA A LUTA DAS MULHERES TRABALHADORAS!

8 de Março de  2021

 

[1] Estudo de Eugénio Rosa, “8 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DA MULHER: alguns dados e reflexões sobre a situação da

mulher em Portugal”, 6 de Março de 2021.