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Desemprego no distrito de Aveiro última informação - Fevereiro de 2021

(Documento em formato PDF, 350 Kbytes) actualizada em 31-03-2021

 

Mapa resumo do desemprego registado em 2020 no distrito de Aveiro.

Documento em formato PDF, 532 Kbytes actualizada em 22-01-2021


Desemprego no distrito de Aveiro - Janeiro de 2021

Desemprego no distrito de Aveiro - Dezembro de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Novembro de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Outubro de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Setembro de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Agosto de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Julho de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Junho de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Maio de 2020
Desemprego no distrito de Aveiro - Abril de 2020

 

 


Actualizado em (Quarta, 31 Março 2021 13:23)

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PostHeaderIcon Solidariedade com Nuno Matos Dirigente Sindical e trabalhador do Novo Banco

MOÇÃO

Solidariedade com Nuno Matos Dirigente Sindical e trabalhador do Novo Banco

Na impossibilidade de estar presente, a Direcção Distrital da União dos Sindicatos de Aveiro/CGTP-IN, manifesta total solidariedade com o Nuno Matos, Dirigente Sindical e trabalhador do NovoBanco.

A Direcção, repudia a inqualificável perseguição patronal, que faz lembrar os tempos da outra senhora, que é claramente violadora dos Direitos, Liberdades e Garantias dos Trabalhadores, constantes na Constituição da República.

A Direcção da União, exorta o NovoBanco, S. A., a reconsiderar a sua decisão e a anular o despedimento do Nuno Matos, a respeitar os direitos individuais e colectivos do trabalhador, a cumprir na integra a Transmissão de Estabelecimento assumindo a sua integração.

Por fim, saudamos o Trabalhador e Dirigente Sindical, pela sua coragem e resistência à discriminação e ao despedimento persecutório de que está a ser vitima.

Pela afirmação da Liberdade Sindical e  contra a perseguição.

Aveiro, 11 de Março de 2021

Pela Direcção Distrital da

União dos Sindicatos de Aveiro

Adelino Nunes

 

PostHeaderIcon A Comissão para a Igualdade saúda as mulheres trabalhadoras!

A Comissão para a Igualdade saúda as mulheres trabalhadoras!

8 DE MARÇO:

Um dia de todas as lutas. Uma luta de todos os dias.

O tempo passa e a trajectória das desigualdades entre mulheres e homens mantém-se no mundo do trabalho.

Uma situação que urge alterar, num quadro político, económico e social em que a hipocrisia tem de acabar. Todos falam na importância da igualdade entre mulheres e homens, mas nem todos garantem a sua efectivação nos locais de trabalho e asseguram a sua concretização na vida e na sociedade.

As mulheres são elogiadas pelo trabalho que fazem, mas continuam a ser preteridas nos direitos e esquecidas nos salários.

 

As mulheres estão na linha da frente do combate à pandemia e sofrem as consequências do aumento da carga de trabalho (nos hospitais, lares, assistência social, limpeza). Estão em maioria nos sectores mais afectados pela destruição de emprego (como na hotelaria, restauração, turismo, serviço doméstico).

Conhecem as agruras da desregulação de horários de trabalho e as dificuldades em conciliar a actividade profissional com a vida pessoal e familiar (como na indústria, comércio e serviços). São as mais afectadas pelo teletrabalho (designadamente no atendimento ao público, na educação e nos serviços públicos).

E constituem mais de 80% dos que recorrem aos apoios extraordinários à família.

 

Mas não só. No final de 2020, mais de metade dos trabalhadores com vínculo precário, eram mulheres.

As discriminações das mulheres vão desde o acesso ao emprego, à progressão da carreira profissional e aos salários, que são, em média, 14% mais baixos comparativamente com os dos homens em trabalho igual ou de valor igual, chegando aos 26%, nos quadros superiores.

 

São também as mulheres que auferem, em maior número, o salário mínimo nacional.

E se a situação já era grave, com a pandemia piorou.

Com as situações de lay-off, dispensas para apoio extraordinário à família, entre outras, as mulheres sofreram uma perda salarial na ordem dos 16% no ano de 2020.

Isto num quadro em que a maioria das trabalhadoras desempregadas não tem acesso a prestações de desemprego e os riscos de pobreza e de exclusão social são maiores entre as mulheres.

 

Perante estes factos, dados e números objectivos, o Governo fala muito e faz pouco.

Ao invés de combater a precariedade, a desregulação dos horários, os despedimentos fáceis e baratos e acabar de vez com a norma da caducidade das convenções colectivas, o Governo opta por manter uma legislação laboral que coloca Portugal como o quarto país da União Europeia onde se trabalha mais horas por semana.

O trabalho por turnos, à noite, ao sábado ou domingo, tem crescido bastante nas últimas duas décadas e já abrange 860 mil mulheres, que corresponde a mais de 40% do total das assalariadas.

 

Ou seja, trabalhamos mais, ganhamos menos e com o desencontro de horários e dias de descanso semanal, o tempo que sobra para as entidades patronais, falta para o acompanhamento dos nossos filhos e para o convívio familiar.

Por outro lado, num quadro em que o lucro é endeusado e os direitos laborais e sociais fragilizados, a intensificação dos ritmos de trabalho leva a que sejam as mulheres a sofrerem o maior número de doenças profissionais, em especial, lesões músculo-esqueléticas e as derivadas do stress.

Uma situação que as coloca também em maioria, entre as vítimas de assédio laboral e violência doméstica, com reflexos negativos na sua vida pessoal e no trabalho.

 

Para além do mais, a subvalorização do trabalho e das competências das mulheres, assim como o seu reflexo na retribuição, que é geralmente mais baixa ao longo da vida, reflecte-se também no baixo valor das prestações de protecção social e nas pensões de reforma.

 

Todas estas razões são bastantes para fazer do 8 de Março – Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, um dia de luta, contrariando a tese do patronato da CIP que decidiu organizar um conferência “onde o palco será de homens”, para celebrar a data “como um legado histórico e não como um dia de luta”.

 

Estes são os que, cinicamente, dizem defender a igualdade, mas opõem-se às propostas que visam melhorar e efectivar os direitos das mulheres trabalhadoras, ao mesmo tempo que, muitos deles, insistem na recusa de horários flexíveis a mães e pais trabalhadores com filhos até aos 12 anos de idade.

 

Eles têm razões para terem medo da nossa luta, porque foi a coragem e determinação de mulheres e homens que levaram a CITE a assumir pareceres favoráveis a 80% dos pedidos de horários flexíveis apresentados pelos trabalhadores, na sua maioria mães trabalhadoras.

 

O patronato sabe, de acordo com um estudo recentemente publicado, que “se em Portugal existisse igualdade salarial, e se as mulheres ganhassem o mesmo que os homens com idêntico nível de escolaridade e de qualificação, elas teriam recebido em 2020 mais 5.517 milhões de euros de salários”.[1]

Este é um dinheiro que é nosso e que ficou nos bolsos dos patrões, perante a cumplicidade do Governo e a passividade da ACT, que em vez de protegerem quem trabalha, deram cobertura a quem explora.

 

Cumprimos com os nossos deveres. Exigimos que respeitem e efectivem os nossos direitos!

Eles podem ter a força do poder. Mas nós temos a força da razão!

A igualdade entre mulheres e homens é uma luta que vamos continuar a travar para ganhar!

Uma luta de mulheres e de homens:

-        Pelo emprego estável e com direitos / Contra a precariedade e o desemprego

-        Pelo aumento geral dos salários / Contra a discriminação e a pobreza

-        Pelas 35 horas semanais e a conciliação / Contra a desregulamentação dos horários de trabalho

-        Pela saúde no trabalho e a protecção dos trabalhadores face à Covid-19 / Contra os elevados ritmos de trabalho e as doenças profissionais

-        Pela dignidade, pela liberdade sindical e a efectivação de direitos nos locais de trabalho / Contra a violência e o assédio.

 

Vamos à luta contra a exploração, pelo direito à igualdade das mulheres, no trabalho e na vida, como uma fonte de progresso e justiça social para todos os trabalhadores e para o desenvolvimento do País.

 

Porque enquanto as mulheres forem discriminadas, nenhum homem será verdadeiramente livre.

 

VIVA A LUTA DAS MULHERES TRABALHADORAS!

8 de Março de  2021

 

[1] Estudo de Eugénio Rosa, “8 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DA MULHER: alguns dados e reflexões sobre a situação da

mulher em Portugal”, 6 de Março de 2021.

 

PostHeaderIcon Jornada de Luta Nacional - 25 de Fevereiro de 2021

Jornada de Luta Nacional - 25 de Fevereiro de 2021

Salários, Emprego, Direitos - Confiança, determinação e luta por um Portugal com futuro!

 

Neste tempo difícil e exigente, os trabalhadores têm sabido resistir e persistir na luta em defesa dos seus direitos, por melhores salários e condições de trabalho e de vida para si e para as suas famílias. Apesar das tentativas de limitações dos direitos e liberdades sindicais, os trabalhadores e os seus sindicatos de classe assumiram sempre a luta como determinante no combate à exploração.

Não aceitamos que atropelem os direitos e cortem os salários! Não aceitamos que, enquanto o Governo continua a encaixar largos milhões em medidas de apoio para o grande patronato, os apoios para os trabalhadores e as suas famílias deixem muito a desejar e às dificuldades e pobreza na vida de quem trabalha e trabalhou se acrescentem mais contrariedades!

Não aceitamos que com a justificação da epidemia e à boleia das medidas desequilibradas do Governo, o patronato aproveite para desregular horários, impor laborações contínuas e bancos de horas, roubar férias, chantagear e ameaçar os trabalhadores e despedir aqueles que têm vínculos precários, como se de peças descartáveis se tratassem!

Não há saída para a economia do país sem ter em conta a valorização do trabalho e dos trabalhadores.

É urgente romper com o modelo de baixos salários, trabalho precário, ataque aos direitos e subordinação aos interesses do grande capital, que continua a distribuir lucros e dividendos enquanto se encerram empresas e cortam salários.

A luta vai continuar em torno das reivindicações concretas de cada local de trabalho, serviço e sector, no privado e no público, bem como das reivindicações gerais que defendemos para garantir um Portugal com futuro, desenvolvido e soberano, de progresso e justiça social. Onde quer que os direitos dos trabalhadores sejam atacados, nomeadamente no emprego, nos salários, a CGTP-IN lá estará como sempre para afirmar a luta organizada dos trabalhadores como factor essencial para garantir melhores condições de trabalho e de vida!

É urgente:

- Garantir as condições de trabalho, designadamente de saúde, higiene e segurança nos locais de trabalho e nas deslocações para os mesmos, protegendo todos os trabalhadores;

- Garantir o aumento geral dos salários em 90 € para todos os trabalhadores e do salário mínimo nacional para 850€ a curto prazo, valorizando as profissões e as carreiras;

- Garantir o emprego de todos os trabalhadores, independentemente do vínculo, proibir despedimentos com a justificação da epidemia e assegurar o pagamento da totalidade dos salários e remunerações de todos os trabalhadores abrangidos por medidas de apoio;

- Garantir efectiva protecção social a todos os que dela necessitam;

- Combater a precariedade nos sectores privado e público, garantindo que a um posto de trabalho permanente corresponda um vínculo de trabalho efectivo;

- Afirmar o direito à contratação colectiva com direitos como garantia de progresso social, revogando as normas gravosas da legislação laboral, nomeadamente a caducidade, e reintroduzir o princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador;

- Garantir as 35 horas de trabalho semanal para todos, sem redução de salário, e combater a desregulação dos horários, adaptabilidades, bancos de horas e todas as tentativas de generalizar a laboração contínua e o trabalho por turnos;

- Reforçar o investimento nos serviços públicos, nas funções sociais do Estado e na valorização dos trabalhadores da Administração Pública para assegurar melhores serviços às populações;

- Incrementar a produção nacional e apostar no papel do Estado para o desenvolvimento do país;

- Reforçar a intervenção sindical nos locais de trabalho na defesa dos direitos liberdades e garantias dos trabalhadores, reforçando a sindicalização e a organização nos locais de trabalho;

- Garantir o reforço dos poderes e dos meios da ACT.

Vamos prosseguir a luta nas empresas e locais de trabalho e participar nas acções da Semana da Igualdade, de 8 a 12 de Março, no Dia de Luta dos Jovens Trabalhadores, a 25 de Março, nas comemorações do 25 de Abril e realizar um grande 1º de Maio em todo o País.

Assumimos, de forma determinada, o compromisso de reforço da organização, da unidade e da luta, de tomar nas nossas mãos a defesa e valorização do trabalho e dos trabalhadores, a conquista de um País desenvolvido e soberano, com os valores de Abril no futuro de Portugal.

Viva a luta dos trabalhadores!

Viva a CGTP-IN!

 

 

 

 

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Solidariedade com Dirigente Sindical e trabalhador do Novo Banco

O Dirigente Sindical e trabalhador do Novo Banco está a ser vitima de perseguição patronal, por ter exigido e acompanhado o cumprimento dos direitos e a integração dos seus colegas de trabalho.

 

Trata-se de uma decisão inqualificável da Administração do Novo Banco e claramente violadora dos Direitos, Liberdades e Garantias dos Trabalhadores, constantes na Constituição da República, e da Transmissão de Estabelecimento e é um castigo ao Trabalhador que exerceu os direitos constitucionais de defesa dos trabalhadores e dos postos de trabalho.

 

A Direcção Distrital da União dos Sindicatos de Aveiro/CGTP-IN, repudia o despedimento do Dirigente e trabalhador do Novo Banco e manifesta a sua solidariedade ao Trabalhador e Dirigente Sindical e a todos os que têm sido reprimidos pela acção do patronato, que convive muito mal, como se está a verificar neste caso, com quem exerce os direitos legais e constitucionais.

A Direcção saúda o Trabalhador e Dirigente Sindical, pela sua coragem e resistência à discriminação e ao despedimento persecutório de que está a ser vitima.

Por fim, manifestamos a nossa disponibilidade para participar nas acções e lutas necessárias para por cobro a este atentado ao direito ao trabalho.

Aveiro, 24 de Fevereiro de 2021

 

Pela Direcção Distrital da

União dos Sindicatos de Aveiro

Adelino Nunes